Há duas maneiras de viver: Plenamente consciente, ou apenas como um observador passivo. Se for como observador passivo, nesse caso, não seríamos tão diferentes quanto uma ameba.

O nosso dia-a-dia requer um questionamento claro e direto (ao estilo cético), mesmo que seja ao nível inconsciente. Por exemplo, que segurança eu tenho ao sair da cama, tomar o café e ir ao trabalho? Como vê, questionar é parte inerente da existência. Assim, parar de questionar é renunciar a própria vida.

Então, a grande questão é de o quanto o questionamento cético deve ser feito, e se há um limite. Um detalhe curioso é que para algumas pessoas, questionar até certo ponto leva à uma paralisia e a uma depressão ao extremo da vida se tornar insuportável.

Vale perguntar, como cético, estou questionando por causa de uma necessidade de entender mais, ou para provar que eu estou certo? Se for pela necessidade de estar certo, então você não está questionando; está apenas racionalizando.

Além disso, o questionamento diz respeito de como eu vivo minha vida e, portanto, do meu bem-estar intelectual? Nesse caso, o questionamento pode induzir à futilidade emocional. E à um falso estado de Eudaimonia (do grego, significa bem-estar).

Enfim, precisamos de um certo ceticismo, mas não pode ser o substituto para uma busca mais profunda; ou seja, se não aplicar uma certa dose de sabedoria - tal como o provérbio oriental que diz: "O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute" - o ceticismo pode degenerar em puro egoísmo.

Com uma certa parte dos céticos é praticamente impossível conversar, visto que estão tão certos de que estão incontestavelmente certos. E, para complicar, são extremamente defensivos sobre qualquer informação que possa contestá-los.

Muitas vezes podemos perceber um caráter reacionário (conservador e opressivo) no ceticismo, o que induz ao preconceito. Por exemplo, não reconhecer as falhas de seus próprios argumentos, ou não admitir que não conhecem o assunto, ou que estão simplesmente errados.

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