Seis dicas sobre falsos videntes
Esta página funciona como um guia educativo para ajudar a identificar falsos videntes e a se proteger de golpes na internet.
1- Busque recomendações
Se você conhece alguém que realizou uma consulta com um vidente, pergunte se considerou o atendimento honesto. Ou então, busque referências na internet através de sites especializados.
2- Trabalhos espirituais
Qualquer alegação como "Trago amor volta em 24 horas" ou "Amarração em 72 horas" constituem um sinal evidente de golpe. Desconfie de quaisquer expedientes que se apresentem sob o manto de promessas milagrosas e soluções instantâneas.
A vidência séria ocupa-se com tendências, energias e caminhos possíveis, respeitando sempre o livre-arbítrio do indivíduo e as leis da física e da medicina. Nenhum profissional idôneo garante controle total sobre o futuro ou sobre a vontade de terceiros.
3- Culpa
Os falsos videntes pedem que o cliente realize um ritual, cerimônia, simpatia ou trabalho espiritual em que o próprio cliente é o único responsável por todos os procedimentos solicitados.
Caso o trabalho espiritual dê errado (ou não produza nenhum resultado), a falha será imputada unicamente ao cliente que não efetuou os procedimentos de modo correto. Dessa forma, procura se eximir de qualquer responsabilidade.
4- Intenção Fraudulenta
I- Cautela com as cobranças extras: Outro golpe bastante comum envolve cobrar barato pela consulta inicial e depois exigir valores altísimos para desfazer supostos "feitiços", "macumba", "magia negra" ou "trabalhos espirituais" contra você.
II- Manipulação do medo: Se o profissional tentar te assustar com previsões de tragédias, afirmar que você ou sua família foram vítimas de uma "praga", "feitiço" ou "maldição" com intenção de forçar a pagar por "limpeza espiritual" ou proteção, afaste-se.
III- Falsos videntes evitam usar o cronômetros, omitem tabelas de preço e tentam estender o tempo da consulta sob pressão ou coação emocional para elevar a dívida.
IV- Exigem documentos sensíveis como CPF, RG e até senhas.
Profissionais éticos focam na leitura de cenários e aconselhamento. Adotam a postura rigorosa de não realizar nenhum tipo de trabalho espiritual ou feitiço, atuando apenas de forma analítica ou parapsicológica.
Profissionais confiáveis trabalham com tabelas de preços públicas, valores fixos bem definidos ou cobranças por minuto controladas de forma transparente, sem surpresas para o cliente.
5- Promessa da loteria
Falsos videntes alegam prever o número da loteria. Profissionais éticos focam no aconselhamento analítico e no bem-estar, não em enriquecimento por sorteio.
6- Previsões vagas
Falsos videntes utilizam técnicas baseadas em previsões genéricas (Efeito Barnum). Um exemplo: "Você passou por uma grande decepção". Trata-se de uma previsão vaga que parece extremamente específica, mas que se aplica à maioria das pessoas.
O atendimento sério serve como uma ferramenta de apoio prático para trazer clareza, força e acolhimento, e nunca para gerar pânico, dependência emocional ou chantagem psicológica.
Aspecto Jurídico
• Delito contra a Paz Pública: Como não é possível comprovar cientificamente que alguém previu o futuro, fazer uma previsão não constitui delito ou crime. No entanto, usar as redes sociais ou a internet para provocar pânico, desespero, tumulto, anunciar uma catástrofe, uma calamidade que não existe é classificado juridicamente como um Delito contra a Paz Pública.
• Estelionato: Se o suposto profissional inventar "feitiços e pragas" ou que "está sob domínio de espíritos malignos" com o objetivo de assustar e intimidar o cliente para exigir pagamentos extras ou vender "limpezas espirituais", a conduta é classificada juridicamente como Estelionato (Art. 171 do Código Penal), configurando fraude e golpe financeiro.
